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O que estará em alta depois da pandemia?

Você já parou para pensar sobre o que estará em alta depois da pandemia no seu segmento? O novo coronavírus mudou, para sempre ou pelo menos por muito tempo, a vida de bilhões de pessoas independente da área de atuação. Seja na forma de se relacionar com as pessoas, de trabalhar ou de elencar as prioridades, a COVID-19 transformou a rotina de todo o mundo, inclusive, das empresas também.

O isolamento social fez com que muitas companhias tirassem da gaveta projetos que estavam sendo adiados há muito tempo. Foi preciso colocar em prática em apenas um mês o que levaria um ano. Os setores de eventos, turismo e varejo, por exemplo, foram alguns dos mais afetados. Se voltar ao normal não é possível, porque o ‘normal’ nunca será mais o mesmo, o que estará em alta depois da pandemia?

Os segmentos que já têm uma presença online ativa saíram na frente, mas ainda é possível fazer com que os negócios se tornem omnichannel. O setor de e-commerce foi um desses. Somente em abril, as compras pela internet aumentaram 81% em comparação com o mesmo período do ano passado, um faturamento de R$ 9,4 bilhões. Com isso, não se pode negar que tudo que estiver relacionado ao digital estará em alta depois da pandemia. Confira outros setores que prometem destaque nos próximos tempos.

Intensificação dos serviços de entrega

Se sair de casa é um risco, fazer pedidos via delivery é uma ótima saída. E não somente para pedir refeições, mas tudo que se pode imaginar. Produtos de supermercado, farmacêuticos, cosméticos, cesta de produtos orgânicos e até de sex shop. Este fortalecimento das vendas online atingiu outras camadas da população que até então não utilizavam este serviço, como os idosos. Os negócios locais também ganharam destaque em sites e aplicativos como Delivery do Bem, para auxiliar o pequeno comerciante e a girar a economia.

Educação e entretenimento à distância

Com a proibição das aglomerações para evitar a propagação da COVID-19, as aulas e os eventos estão sendo realizados online. As instituições de ensino precisaram se adaptar rapidamente e fazer investimentos para não perder os alunos, seja da educação básica ou universitários. Quem ainda não oferecia o serviço de forma digital perdeu espaço. Ninguém sabe quando irá novamente a um show de um cantor que gosta ou curtir uma balada, por isso, novamente a saída foi a realização de eventos online. Muitos artistas – como a Marília Mendonça, Péricles e Alok – fizeram lives para arrecadação de mantimentos e doação. Em uma única programação conseguiram entreter os fãs e ainda ajudar quem está desfavorecido financeiramente nesta época.

Home office

O home office faz parte da nossa rotina, é nosso “novo normal”. Há pelo menos dois meses, milhares de profissionais de inúmeras áreas precisaram se adaptar rapidamente para trabalhar. Com ou sem estrutura, a correria foi grande para conseguir ajustar a mente, o corpo e os equipamentos para dar sequência aos negócios. Muitas empresas já anunciaram que, talvez, adotem de vez o home office depois da pandemia. A Nubank já anunciou que até o fim do ano os colaboradores não retornam ao escritório.

Solidariedade

A família passou a ser o bem mais importante e o ponto central de todas as conversas e preocupações. Muitos estão distantes dos pais, irmãos e demais parentes há cerca de dois meses. Este período também serviu para olhar mais para o próximo. Milhares de pessoas perderam seus empregos e uma multidão de autônomos correu em busca do auxílio emergencial para poder ao menos conseguir colocar comida na mesa. Com isso, dependeram da solidariedade de vaquinhas online, arrecadação de alimentos e entregas de cestas básicas. O brasileiro sempre teve uma veia solidária, mas durante a pandemia aflorou. As pessoas agora estão mais sensíveis a compartilhar nas redes sociais pedidos de ajuda de pequenos comerciantes e autônomos para dar visibilidade a eles.

Mudanças no uso do meio de transporte

Com o bloqueio dos transportes públicos em muitas cidades brasileiras, as pessoas precisaram buscar alternativas para se locomover e as bicicletas foram uma das saídas adotadas. E quem não tinha, foi em busca. Na Europa, que possui muito mais ciclovias do que aqui, já existe um plano para ampliação da malha viária. Em Paris, por exemplo, 650 km provisórios estão disponíveis para o uso dos ciclistas. No Reino Unido, houve um aumento de 200% na compra desse meio de locomoção. Seria uma ótima ideia se o Brasil adotasse medidas como estas depois da pandemia, o trânsito e o meio ambiente agradecem.

Agora, é hora de entender o momento. De praticar a empatia, conectar-se com pessoas, marcas ou organizações a partir de suas ações genuínas e da preocupação com o próximo, de refletir sobre os valores – os seus e os dos outros.

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