
As mídias sociais não são mais as mesmas. Durante anos, acreditou-se que elas eram o espaço central para relacionamento entre pessoas e marcas.
Mas a lógica mudou: o feed já não depende apenas de quem você escolhe seguir, mas do que os algoritmos decidem exibir. Esse movimento inaugura a chamada Era Pós-Social, em que a atenção é fragmentada e a disputa pela visibilidade é cada vez mais intensa.
Na prática, o desafio não é apenas estar nas redes. É ser lembrado, recomendado e legitimado. É aqui que entram estratégias de comunicação integrada e assessoria de imprensa, capazes de fortalecer a reputação de uma marca além do feed e criar relevância duradoura.
Este artigo tem como base o relatório “A Era Pós-Social” (2025), um estudo extenso sobre como os algoritmos transformaram as redes sociais em sistemas de recomendação e o impacto dessa mudança no comportamento de marcas e consumidores.
O material reúne dados de mercado, entrevistas e análises que ajudam a compreender por que a lógica das redes deixou de ser apenas relacional e passou a ser cultural e algorítmica.
A partir desse ponto de partida, o objetivo deste post é traduzir os principais insights do estudo para a realidade das empresas e mostrar como a comunicação estratégica e a assessoria de imprensa se tornam ainda mais importantes nesse novo cenário.
O que mudou: dados que ajudam a entender a Era Pós-Social
O relatório A Era Pós-Social reúne dados que ilustram essa transformação:
- 74% das pessoas acreditam que as redes sociais já não são sociais (LTK, 2025).
- Apenas 30% do tempo gasto no feed é com páginas seguidas, enquanto 70% é ditado pelo algoritmo (State of Create, 2025).
- 67% da Geração Z se interessou por uma marca após vê-la repetidamente nas redes (Meta, 2025).
- Empresas culturalmente relevantes crescem até 6 vezes mais do que seus concorrentes (WARC, 2024).
- Quando uma marca é percebida como próxima culturalmente, a avaliação positiva aumenta em 13,7% (Roger et al., 2020).
Esses números mostram um cenário em que a visibilidade depende de recorrência e pertencimento cultural, não apenas de frequência de posts.
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Territórios sociais: além dos posts
O relatório também aponta a importância de enxergar as redes não apenas como canais de postagem, mas como territórios sociais. Isso significa que o conteúdo precisa fazer parte de conversas maiores, ganhar legitimidade cultural e circular organicamente.
Marcas que se limitam à comunicação institucional correm o risco de desaparecer no meio do scroll. Já aquelas que constroem comunidades de marca e participam ativamente de debates relevantes conseguem ampliar seu alcance e fortalecer vínculos.
O papel da assessoria de imprensa na Era Pós-Social
Nesse novo ambiente, a assessoria de imprensa ganha ainda mais importância. Se os algoritmos decidem quem aparece no feed, é na imprensa que as marcas encontram credibilidade e referência duradoura.
Além disso, os veículos jornalísticos são fontes consultadas pelos próprios buscadores de IA generativa, que hoje organizam a informação consumida no digital.
Na Primeira Via, entendemos que assessoria de imprensa não é só conquistar espaço na mídia, mas:
- fortalecer a reputação em ambientes de confiança;
- gerar conteúdos que podem ser replicados e servir de referência para algoritmos e buscadores;
- ampliar a presença da marca para além das redes sociais, diversificando pontos de contato;
- conectar empresas às conversas que realmente importam para seus públicos.
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A Era Pós-Social não é sobre o fim das redes, mas sobre um novo paradigma da comunicação.
Algoritmos moldam a visibilidade, a atenção é disputada por todos os lados, e a confiança é um ativo escasso. Nesse cenário, as marcas que combinam estratégias digitais inteligentes, presença em territórios culturais e assessoria de imprensa sólida são as que continuarão relevantes.
Acreditamos que a comunicação de verdade não se resume a posts, mas à capacidade de gerar reputação, autoridade e impacto de longo prazo.
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