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Planejamento de Marketing para 2026 

Planejamento de Marketing para 2026

A lógica do marketing mudou. Se antes bastava investir em presença digital e manter uma rotina de posts para gerar engajamento, em 2026 os gestores precisarão olhar para um cenário muito mais abrangente. 

O desafio envolve alinhar comunicação, posicionamento, relacionamento com clientes, canais de venda, inovação em produtos e até práticas de governança e sustentabilidade. 

O peso da reputação, o impacto da imprensa, a força das buscas e da inteligência artificial, somados à crescente demanda por autenticidade, se tornaram elementos centrais para empresas que desejam relevância e resultados consistentes.

O ano de 2025 consolidou a chamada Era Pós-Social, em que as redes deixaram de ser o centro absoluto da estratégia e passaram a ser apenas um ponto de contato dentro de um ecossistema maior. 

Planejar 2026 significa pensar em marketing integrado, onde reputação, experiência do cliente, inteligência de dados, SEO multicanal e autoridade de marca caminham juntos para sustentar tanto a comunicação quanto os resultados de negócio.

Redes sociais: o que mudou?

Redes sociais continuam sendo importantes, mas já não entregam o mesmo alcance orgânico e previsibilidade. O TikTok, que se tornou a principal rede de descoberta nos últimos anos, vem reduzindo o alcance de marcas e privilegiando anúncios pagos. 

Com isso, lançou o TikTok One, integrando o antigo Creator Marketplace a um hub completo para gestão de projetos, criadores e monetização de conteúdo.   A plataforma oferece pagamentos diretos, matching entre marcas e criadores e ferramentas analíticas robustas,  evidenciando clara tendência de monetização mais estruturada para criadores e marcas no ambiente digital. 

O resultado é que empresas que baseiam toda a estratégia em posts e impulsionamento passam a enfrentar altos custos para manter a visibilidade. É nesse ponto que a reputação e a presença em múltiplos canais ganham valor.

Abandone as métricas de vaidade 

Curtidas, seguidores e visualizações são indicadores que se tornaram obsoletos como medida de sucesso. Popularidade não é sinônimo de relevância.

Segundo o estudo “Beyond Likes” (UC Berkeley e University of Illinois, 2025), conteúdos superficiais tendem a receber mais reações, enquanto os mais construtivos e empáticos têm baixo engajamento, mesmo sendo mais valiosos para a reputação da marca. A pesquisa também mostrou que, quando expostas a métricas baseadas em valores como empatia e colaboração, 68,5% das pessoas passaram a preferir conteúdos positivos.

Além disso, plataformas como Instagram e TikTok vêm reduzindo drasticamente o alcance orgânico de marcas. Dados de 2025 indicam quedas de até 37% no TikTok e 28% no Instagram. Ao mesmo tempo, ferramentas de IA como ChatGPT e Google SGE priorizam resultados baseados em fontes confiáveis, não em números de curtidas.

O que importa agora é a capacidade de gerar confiança, lembrança e conexão real. Métricas relevantes incluem tempo de permanência, comentários qualificados, menções na imprensa, posicionamento em buscas e conversão em leads ou vendas.

Em vez de medir o que é fácil, como likes e views, chegou a hora de medir o que realmente gera valor para a marca: reputação, autoridade e impacto.

Territórios sociais: além dos posts

O conceito de “territórios sociais” amplia a visão sobre a presença digital. Mais do que postar, a marca precisa construir narrativas que circulam em diferentes ambientes: imprensa, eventos, blogs especializados, comunidades online e redes profissionais como o LinkedIn.

Essa abordagem fortalece a autoridade e cria múltiplos pontos de contato que alimentam não só o público, mas também os algoritmos de busca e de IA.

SEO e buscas: o novo coração da estratégia

Com o crescimento das buscas baseadas em IA (Google SGE, Perplexity, ChatGPT e outras), o que define se sua marca aparece ou não é a credibilidade e a consistência das fontes que falam sobre ela.

Aqui, não basta ter um site otimizado tecnicamente. É preciso alimentar a web com conteúdos confiáveis e indexáveis: matérias na imprensa, artigos em portais especializados, posts bem estruturados no LinkedIn e relatórios técnicos. Tudo isso serve de combustível para a IA e para os mecanismos de busca tradicionais.

Fonte: https://intelligenzia.com.br/chatgpt-usa-a-busca-do-google-para-se-retroalimentar/ 

Como a IA está ajudando 

A inteligência artificial funciona como curadora de reputação. Ao responder uma pergunta, ela puxa dados de sites relevantes, cita menções na imprensa, destaca autoridades reconhecidas e prioriza marcas consistentes.

Se a sua empresa não aparece em matérias confiáveis ou não tem histórico de publicações, a chance de sumir dos resultados é grande. Em contrapartida, quem trabalha reputação multicanal terá cada vez mais espaço.

LinkedIn e reputação corporativa

Entre todas as redes, o LinkedIn vem crescendo como espaço para autoridade e reputação. Diferente do Instagram ou do TikTok, ele se consolida como plataforma de referência para negócios, com maior confiança nos conteúdos e menor saturação de ruído.

Estratégias de artigos, carrosséis e cases reais têm maior durabilidade e peso para buscas. Além disso, o LinkedIn é constantemente rastreado por IA, tornando-se ainda mais estratégico em 2026.

Vale destacar que, além da página institucional, os porta-vozes e executivos que representam as marcas também devem se posicionar ativamente na rede. Perfis pessoais com presença qualificada fortalecem a imagem da organização, ampliam o alcance das mensagens e geram conexões mais genuínas com o público.

Fonte: https://sproutsocial.com/insights/linkedin-statistics/ 

O impacto real da imprensa

A imprensa voltou ao centro da estratégia digital. Reportagens, artigos de opinião e menções em portais de credibilidade funcionam como selo de validação para marcas, sendo indexados tanto por buscadores quanto por IAs.

Em 2026, investir em assessoria de imprensa é construir lastro digital que se converte em autoridade e presença nos principais canais de busca.

​​Além disso, uma presença constante e positiva na mídia cria um histórico confiável que pode ser decisivo em momentos de crise, funcionando como escudo reputacional e ponto de apoio para respostas rápidas e alinhadas à imagem institucional da marca.

Um estudo publicado na revista How Negative Media Coverage Impacts Platform revelou que uma cobertura negativa prolongada da mídia prediz mudanças substanciais nas políticas das plataformas publicamente, o que demonstra o poder da mídia em forçar reação institucional a partir da opinião pública.  

Isso sugere que empresas expostas a críticas na mídia enfrentem pressão real para responder e ajustar seus rumos, mostrando que uma presença prévia e positiva pode amenizar impactos e dar embasamento para uma resposta reputacional mais robusta.

Na pesquisa “Exploring Corporate Reputation and Crisis Communication” (2024), é destacado que empresas que já têm reputação construída conseguem reagir mais rapidamente em crises e recuperar confiança com mais eficácia porque seus stakeholders já as veem como credíveis.

Na prática…

Recentemente estruturamos e executamos a assessoria de imprensa para  o lançamento do CS Residences, projeto inédito  do Grupo Almeida Junior integrado ao Continente Shopping, que alcançou repercussão nacional e regional qualificada. 

O grande destaque foi a publicação na CNN Brasil, com inserção no portal e no canal oficial do YouTube da emissora (45,4 mil inscritos), onde o vídeo obteve 4,7 mil visualizações e 79 curtidas de forma orgânica. 

A colunista Estela Benetti, referência em economia em Santa Catarina, também publicou matéria exclusiva no NSC Total, reforçando o posicionamento estratégico do projeto no mercado catarinense.

Além disso, o empreendimento foi destaque na Jovem Pan News, NDTV, SCC10, Economia SC, Noticenter e em mais de 15 veículos de imprensa

No Instagram da Jovem Pan News, o vídeo alcançou 16,1 mil visualizações, 516 curtidas e 459 compartilhamentos, ampliando o alcance espontâneo. 

Com essa cobertura, a Primeira Via garantiu visibilidade de alto valor para o maior complexo multiuso de Santa Catarina, consolidando o Grupo Almeida Junior como referência em inovação urbana e integração entre varejo e moradia.

Como planejar 2026

Planejar marketing em 2026 significa aceitar que não existe mais fórmula simples. Redes sociais são apenas uma parte. O que diferencia marcas relevantes será a capacidade de:

  • construir reputação sólida em múltiplos canais
  • aparecer em fontes confiáveis (imprensa, portais, blogs técnicos)
  • alimentar IA e buscadores com informações consistentes e técnicas apropriadas
  • comunicar com autenticidade e propósito real

Para finalizar, é importante lembrar que o planejamento de marketing em 2026 exige visão estratégica e adaptabilidade. 

Marcas que investirem em credibilidade, presença consistente e comunicação genuína estarão à frente, não apenas seguindo tendências, mas criando valor duradouro para seu público. O sucesso virá de uma combinação de relevância, confiança e propósito claro em cada ponto de contato.

Na Primeira Via, ajudamos marcas a fortalecer sua reputação com estratégias integradas de imprensa, conteúdo e posicionamento digital. Entre em contato conosco!

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