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O trabalho híbrido segue em alta e vai exigir mais dos gestores

trabalho híbrido

A adesão de muitas empresas ao modelo de trabalho híbrido, no qual a agenda prevê alguns dias de expediente presencial no escritório além do home office, é uma tendência que se firmou no Brasil e no mundo mesmo com a pandemia de Covid-19 perdendo força diante do avanço da vacinação. Mas o processo exige adaptações de todos os envolvidos e os gestores têm um papel de protagonista.

A migração para o home office ou trabalho híbrido vinha crescendo ano a ano, mas ganhou um impulso muito acima da curva com a pandemia, quando a maioria dos trabalhadores teve o deslocamento limitado por questões de segurança sanitária. No primeiro momento, muitas empresas se adaptaram na base do improviso. Praticamente dois anos depois, há dicas que podem ser seguidas com base no que se aprendeu até agora. 

A tendência segue em alta. De acordo com a 18ª edição do Índice de Confiança Robert Half, o trabalho híbrido será usado em 2022 por 48% das empresas entrevistadas, enquanto 38% devem retornar ao modelo 100% presencial e apenas 3% devem permanecer no modelo 100% home office. Na pesquisa, 11% dos entrevistados afirmaram ainda não ter o modelo definido para 2022. 

O trabalho híbrido precisa ser encarado por toda a equipe envolvida com a mesma importância e o mesmo compromisso que o trabalho presencial. São necessárias mudanças físicas e também culturais. 

Do ponto físico, o primeiro passo é garantir a estrutura necessária na casa do trabalhador, o que muitas vezes, dependendo da área de atuação, vai além de um computador com acesso à internet. A empresa precisa olhar com atenção para o home office dos funcionários para que todos consigam ser produtivos.

Trabalho híbrido: mudanças nos processos de gestão

Comunicação 

Para manter a motivação da equipe e um alinhamento entre todos integrantes, é importante contar com feedbacks periódicos e, dependendo da área de atuação, indicadores de desempenho. 

A eficiência da comunicação institucional torna-se ainda mais estratégica no novo contexto, em que não há como conversar pessoalmente a todo momento. Gestores precisam liderar os processos de comunicação, de forma clara e ágil, para quem está no escritório e também para quem está em home office.

Individualidade

A principal dica é aperfeiçoar os sistemas e processos digitais para que o ambiente on-line seja o centro da tomada de decisões e de acesso à informação e ninguém sinta-se excluído. 

É importante, ainda, desenvolver com a equipe a ideia de uma comunicação em muitos momentos assíncrona, não imediatista e de longo prazo, respeitando o espaço e a individualidade de cada membro da equipe. E os profissionais devem estar devidamente orientados pelo gestor para priorizarem as tarefas que importam para o bom andamento do todo.

Legalidade

Outro aspecto importante é a questão legal. Com a reforma trabalhista de 2018, é possível adaptar os contratos para o teletrabalho. Um ou dois dias de home office por semana ainda podem ser enquadrados dentro do contrato de modelo convencional, mas quando o funcionário passa mais tempo fora do escritório a configuração passa a ser de teletrabalho, o que muda a forma de administrar a jornada. 

A solução mais indicada é contar com uma ferramenta que permita o registro do expediente independentemente do local. Mas é válido entender também que em muitos casos é possível administrar produtividade e não horário. Dependendo das particularidades de cada setor, vale estar atento ainda às questões acordadas com as associações sindicais. 

Segurança

Um último ponto que merece ser abordado aqui é o considerável aumento dos riscos de falhas na segurança cibernética e da exposição de informações confidenciais. Ou seja, como muitos trabalhadores em home office tendem a usar dispositivos próprios para executar tarefas profissionais, aumenta a exposição de dados digitais da empresa. 

A gestão de pessoas demanda ainda mais habilidades para estabelecer relações de confiança e investimentos em proteção de dados. A dica principal é, além de medidas tecnológicas para mitigar os riscos, promover uma cultura de cibersegurança, treinando continuamente os colaboradores no que refere-se aos riscos cibernéticos.

Mesmo diante de tantas mudanças necessárias, o modelo híbrido tem aparecido em pesquisas como preferência para empresas e trabalhadores. Assim, a vantagem é de quem se adaptar com eficiência primeiro.

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