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Sim, somos influenciados a todo momento

Diferentemente do marketing, que tem como objetivo entregar valor de algum produto ou serviço, a publicidade é persuasiva e apela para recursos psicológicos, opiniões e sentimentos que motivam a compra. Por isso, ela nos influencia o tempo todo. Mesmo sabendo a diferença entre as duas, nós comunicadores ‘caímos’ em algumas propagandas e acabamos consumindo produtos ou marcas que, talvez, não compraríamos. 

Se a propaganda persuadiu os católicos lá no século XVII na época da inquisição e auxiliou Hitler em sua ideologia nazista na década de 40, imagine o que ela não pode fazer com o público em geral, como as crianças, idosos e pessoas que ainda não têm total acesso à informação. 

Outro dia, eu e minha colega – e também jornalista – Jéssica estávamos conversando na agência sobre produtos que tínhamos comprado, e gostado, por influência da propaganda. Foi aí que surgiu a ideia deste post. Quando morava ainda em São José, na região continental, ficava muito tempo dentro do carro por causa do trânsito – eram mais de 2h para ir e voltar do trabalho, diariamente.

Na época, ouvinte assídua do programa Pretinho Básico, da Atlântida, sempre prestava atenção quando os comunicadores citavam os patrocinadores e faziam as interações, com certeza, com os textos prontos vindos do comercial. Mesmo assim resolvi experimentar a ração Monello. Quer dizer, a Pandora – uma vira-lata que adotei – experimentou e gostou. Como tinha dado certo, arrisquei de novo. Desta vez, no chocolate Trento, da marca Peccin. Outra vez, fui surpreendida positivamente. 

Já a Jéssica, começou a consumir os biscoitos da Orquídea pela interação engraçada e espontânea da marca nas redes sociais, onde fazem muito mais do que falar de seus produtos. A marca geralmente sugere receitas, aplica quizes e lança desafios divertidos, que estimulam o engajamento dos que acompanham a página. É bom lembrar que a interação com quem comenta também é constante, o que gera mais visualizações dos posts e fideliza o público. Ela virou fã da marca e garante que os biscoitos são uma delicinha! E neste caso estamos falando, além de propaganda, do próprio marketing digital, com o qual trabalhamos diariamente.   

Mas onde quero chegar com tudo isso? 

Que a propaganda não funciona sozinha. Kotler já escreveu sobre a era do marketing 4.0, que iniciou no tradicional e está no digital. Por isso, não importam somente aquelas palavras ou imagens que passam nos 30 segundos da propaganda, mas o contexto em si. Existem outros fatores que nos influenciam, como quem está passando a mensagem – se eu confio nesta pessoa, se a voz dela me traz aconchego ou me remete a alguém, ou ainda se as ideologias dela estão alinhadas com as minhas. 

Por sermos jornalistas, trabalharmos com comunicação e marketing, mesmo sabendo como as coisas funcionam nos bastidores, não estamos isentos desta influência direta. Hoje em dia, por exemplo, a propaganda ganhou novos aliados, os influenciadores digitais, que têm sido os principais divulgadores das marcas. Alguns se tornaram referências em segmentos específicos, outros aproveitaram a fama do offline para agregar valor no online. 

Segundo pesquisa, as marcas que mais trabalham com influenciadores no Brasil são Hope, C&A e Natura. Porém, na contramão, 51% delas fazem de forma pontual, sem dar continuidade à parceria. Para chegar neste número, foram ouvidas 94 grandes empresas brasileiras de diferentes segmentos. 

Portanto, não existe certo e errado. A propaganda tradicional deve continuar sendo usada para um reforço de marca, mas a era é do marketing de influência – que alcança todo tipo de público e ainda mensura de quais canais vieram seus clientes. Claro que tudo depende do serviço ou produto e do seu objetivo com a campanha.

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