O fim dos likes no instagram

 
E não é que o dia do fim dos likes no Instagram chegou mesmo?

O papel das curtidas como métrica de avaliação no trabalho dos influenciadores digitais veio com tudo após iniciarem os testes do fim dos likes no Instagram, antecipadamente anunciado no mês de abril. Agora, os seguidores devem se concentrar em avaliar mais fotos e vídeos compartilhados (e opiniões), ou seja, o engajamento como um todo, do que na quantidade de curtidas que recebem. A mudança está dando o que falar e gerando muitas dúvidas com relação ao uso da rede, que é a sexta mais usada no Brasil.

 

Os influenciadores digitais se tornaram poderosos quando o assunto é a divulgação de uma marca ou serviço e o questionamento de quem está investindo nisso é ‘o que pode mudar?’ Isso tudo é muito recente e as opiniões estão divididas, tanto para quem anuncia quanto para o seguidor fiel do Instagram. Precisamos de conteúdos cada vez mais relevantes, que sustentem, atraiam e façam jus aos seguidores. O Facebook, que é dono da plataforma, defendeu que não compactua com a ideia de que as pessoas façam competições entre si, comparando a quantidade de curtidas em seus posts. Por este motivo, anunciou o fim dos likes no Instagram.

 

Essa métrica de vaidade passa a ser substituída pela importância e relevância do conteúdo. Uma pesquisa feita pela plataforma Airfluencers mostrou os top influenciadores brasileiros que mais ganharam curtidas em seus posts: Hugo Gloss (250 milhões), Neymar Jr (149 milhões) e Anitta (98 milhões). Mas tanta curtida assim quer dizer exatamente o quê? Será que as pessoas realmente estão lendo o que estão curtindo? O fim desta contagem pode ser uma brecha para avaliar outro tipo de engajamento, como o dos comentários. Se for esse o novo padrão, Hugo Gloss continua no topo, sendo o segundo dos top comments (3 milhões), perdendo apenas para Laura Brito, influenciadora de beleza (com 3,7 milhões de comentários). 

 

A reflexão que devemos fazer é tentar entender o valor da autenticidade dos influenciadores digitais, que já se tornou profissão para muita gente. Independente se for um nano, micro ou megainfluenciador, é necessário avaliar mais as conversões de fato e deixar as antigas métricas de lado. O cliente visualizou, visitou, foi impactado, comprou o produto ou serviço? Então, funcionou. 

 

Este é apenas o começo da discussão, o momento de avaliar e cobrar outros tipos de métricas. Um ‘recebido’ e uma ‘marcação no post’ pode não significar mais nada. O mercado precisava disso – é como se fosse um último respiro diante desta saturação de minicelebridades que surgiram nos últimos tempos. E você, qual sua opinião com relação ao fim dos likes no Instagram?

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